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12 janeiro 2018

The Female Gaze: A mulher pela mulher


Mona Lisa del Giocondo, a mais notável e conhecida obra de Leonardo da Vinci, foi pintada por um homem. O Nascimento de Vênus é uma pintura de Sandro Botticelli, homem.  Holly Golightly, a icônica personagem de Audrey Hepburn foi criada por Truman Capote, homem. Pretty Woman, o filme conta a história de Vivian Ward, personagem interpretada por Julia Roberts é escrita por J. F. Lawton, homem. Historicamente, no mundo das artes a figura feminina foi criada por homens.

Na foto:
 → Estátua da Liberdade, Libertas, deusa, romana feita pelo escultor francês Frédéric  Auguste Bartholdi.
 → Princesa Leia, personagem do universo de Star Wars, criada por George Lucas.
 → Mulher-Maravilha, heroína criada por William Moulton Marston e HG Peter.
 → Beatrix Kiddo, protagonista do filme Kill Bill, criada e dirigida por Quentin Tarantino.



“Gaze” é um conceito utilizado para analisar a cultura visual, que prepara como as pessoas serão apresentadas e vistas pelo público. Com a concepção de que esse “gaze” estava somente nas mãos do gênero oposto, nasceu o “The Female Gaze”, um movimento onde a mulher constrói a mulher.

O olhar feminino possibilitou liberdade para as mulheres, pois sua imagem criada por homens não as representavam como um indivíduo, com suas próprias experiências, desejos, sentimentos e emoções. Desde a figura sexy do comercial de cerveja, até a protagonista da novela das oito. Na arte, na música, na televisão, na publicidade e na mídia em geral, a imagem da mulher sempre foi aquela que os homens queriam.

É comum se deparar com fotografias femininas, mas habitualmente costuma-se examiná-las em contextos específicos, onde favorecem o olhar masculino e alimentam a competitividade feminina. No livro de Charlotte Jansen, “Girl on Girl: arte e fotografia na era do olhar feminino”, grandes fotógrafas femininas compõem o livro que enfatiza o “The Female Gaze”.

Presente no livro de Charlotte, a fotógrafa  Maisie Cousins, em suas composições corporais, estabelece diálogo com a realidade dos corpos, mais verdadeiro que as fotografias comuns encontradas na mídia. Seu trabalho é inspirado em revistas de alimentos vintage, e desafia a limpeza associada à feminilidade. Já Phebe Schmidt usa uma linguagem visual diferente, criando um "não-realismo" muito mais verdadeiro do que as versões vendidas nas publicidades.

Fugir da objetificação atribuída às mulheres é apenas um dos pontos do movimento. Mulheres ainda possuem pouca representatividade no mundo da arte sendo que sua imagem, materializada através de homens, é um dos mais antigos ícones artísticos.

 Em 2009 e em 2016, a galeria de arte de Nova York Cheim & Read hospedou uma exposição intitulada "The Female Gaze", que incluiu esculturas, pinturas e colagens. Toda as obras, confeccionadas por mulheres, traziam o olhar feminino em uma série de conceitos feministas.

Apesar de crescente na cultura popular, o termo "The Female Gaze" não tem um significado definitivo. Mas quando mulheres dirigem filmes, tiram fotografias, fazem esculturas e escrevem livros ou artigos, estão colocando em prática seu olhar feminino.

Em 2016, em seu discurso no Festival de Cinema Internacional de Cinema de Toronto, a diretora Jill Soloway abordou o “The Female Gaze”. Chegando o mais próximo de definir o que é produzir com uma perspectiva feminina, a necessidade das mulheres lutarem pelo ponto de vista dos homens e exercer o poder do olhar.



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