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20 junho 2017

O quão trágico pode ser você não se conhecer?

Minha última semana foi um vai e vem emocional tão grande, que jurei não sair ilesa. Mas aqui estou eu, depois de algum tempo ansiando escrever novamente, desabando em palavras. Algo que jurei conhecer bem, de trás pra frente, de cor e salteado era EU. Porém, com os acontecimentos dessa semana, tive a sensação de ter acordado de um coma. 


Como uma máquina, saí do meu controle e entrei no automático.


Simplesmente assim, uma hora eu era um alguém e em outra, era diferente. E ao observar a pessoa que eu vivi nos últimos tempos, tomei um susto. Pois não se parecia com a pessoa que eu sou agora.O mais bizarro da história é que, a eu de agora já foi assim um dia a muitos anos.

Logo a percepção de que, uma parte da minha vida, foi uma encenação alimentada pela minha inocente mente. Eu me conhecia, só deixei que fatores externos me transformassem em outro alguém, parte essa sim, que eu não tinha conhecimento.

Não sei justificar. Esse é o problema. Por que fingi por tanto tempo ser alguém que não queria ser? Eu nem se quer me importei com isso.

Você vive com a certeza de se conhecer, mas a cada dia se descobre de uma maneira diferente. Eu não me redescobri, eu me achei. Estava perdida tentando me encaixar em algo que nem tenho certeza agora. Isso me deixa feliz... e incomodada.


Análise: Melodrama

No dia 16 de junho de 2017, os anjos enviaram para a Terra o maravilhoso e muito aguardado “Melodrama”, segundo álbum de estúdio da cantora Lorde. É bom, mas é diferente!

Os fãs de “Pure Heroine” vão perceber as diferenças entre os trabalhos de Lorde. O suave vocal é o mesmo, graves e agudos que já conhecemos bem. Há também as famosas batidas marcantes, porém “Melodrama” carrega algo incomum da Neozelandesa que conhecemos em “Royals”.

Não sei como explicar isso, mas tentarei. Parece que em todas as músicas receberam uma atenção especial em seu arranjo. Não são lineares, uma hora o vocal diminui, outra trepida, os sons se mesclam, a batida não se torna constante. E esse é o diferencial que torna o “Melodrama” uma obra a ser exaltada e amada.

Essa característica é muito presente em “Sober”, que é um dos grandes destaques do álbum junto com “Perfect Places”, “Liability”, “The Louvre” e claro, “Green Light”.

As músicas são mais dançantes sim, perderam um pouco do lado gótico suave da cantora. Mas ao escutar qualquer faixa você pode afirmar “Essa música é da Lorde!”, não foi uma mudança forçada. Se foi estratégia de marketing não pareceu.

Mesmo que mais “comerciais”, as músicas de “Melodrama” carregam consigo a identidade da cantora e de suas influências. David Bowie ficaria orgulhoso, pois sua presença é marcante em cada uma das faixas.

Eu gosto bastante do “Pure Heroine”, gostei demais do “Melodrama” acho que Lorde conseguiu produzir dois grandes sucessos distintos sem precisar perder sua essência, ela merece palmas de pé.






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13 junho 2017

Do MasterChef para o Youtube

Mohamad Hindi mistura bom humor com culinária e produz conteúdo diversificado para internet.


Misto quente no ferro de passar, macarrão com água de chuveiro, e até mesmo as famosas “Sexy Carrots” são exemplos da variedade do conteúdo do youtuber, Mohamad Hindi.
O canal, que leva seu nome, é uma mistura de humor com culinária. Mohamad expõe seu conhecimento na cozinha de forma prática e instrutiva, mas sem deixar de lado o bom humor. Os vídeos se diferem, não somente pelas recitas, mas com a abordagem do youtuber.
O participante da 1ª edição do MasterChef Brasil, começou a produzir conteúdo para a plataforma esse ano. Com apenas 5 meses, o canal soma aproximadamente 33 mil inscritos. Mesmo recente, tem um público significativo. “ Eu tenho a ideia de crescer mais o canal”, diz Mohamad que pretende continuar trabalhando com os vídeos, por enquanto seu foco é na internet.
O Youtube e seus youtubers, são atualmente uma grande forma de entretenimento. Muitas pessoas que antes estiveram presentes em outros canais comunicativos como a TV, migraram para a produção de vídeos na internet, fazendo com que essa nova mídia cresça drasticamente. Com diversos nichos, canais chegam a ter milhões de inscritos, logo é de se esperar que esses criadores, intitulados “youtubers”, exerçam certa influência sobre seu público e utilizem sua imagem e opiniões para atrair mais e mais pessoas.
Após a mesa de bate-papo: “Os bastidores dos realities gastronômicos”, que aconteceu no domingo (04), último dia da bienal do livro de São Paulo. Mohamad respondeu algumas perguntas relacionadas a vida de youtuber e seu canal.


Débora Sá: Depois da sua participação no MasterChef, você diria que a sua visibilidade na internet é vantajosa?

Mohamad Hindi: Sim com certeza, foi por causa do programa que eu foquei mais na internet. Nas redes sociais primeiro e agora no youtube.

Débora: Quais eram os seus planos, após a eliminação do programa?

Mohamad: Cara, quando eu fui eliminado eu não tinha noção nenhuma. Era trabalhar com cozinha e foi o que eu fiz. Trabalhei um pouco com isso, mas depois fui indo para internet, para vídeos e entretenimento.

Débora: Criar um canal no Youtube foi uma decisão simples e já planejada?

Mohamad: Na verdade, foi meio planejado, assim mais ou menos. Comecei fazendo sem fogão em casa. Eu falei para a galera, o que vocês acham de fazer um canal assim, com esse tema no começo? O pessoal achou super legal, e eu fiz. Mas eu tive todo um planejamento, eu pensei em roteiro, em ideias de programa, um conceito para o canal ficar diferente. Ai com a ajuda dos amigos a gente colocou no ar.

Débora: Como você seleciona as receitas e as temáticas dos vídeos?

Mohamad: A gente pensa muito. Por exemplo agora, eu fiz um Kebab olímpico para as olimpíadas. Fiz uma brincadeira, com essa temática. Corri com arco e flecha atirando em uma rosquinha, fiz uma maratona correndo com uma coxinha na mão… A gente pensa sim, mas muita coisa vem na hora, mas a maioria é pensado antes.

Débora: Você é uma pessoa que foi reconhecida pela TV, não houve a ideia de tentar continuar nesse meio?

Mohamad: Cara, pintou umas conversas e tal, mas também teve falta de oportunidade mesmo. É uma coisa que talvez no futuro próximo pode até ser que role. Mas com o youtube, eu vejo que cada vez mais o caminho é a internet. Porém eu não descarto televisão não, por enquanto o foco é internet.

Débora: E outro veículo que não fosse com produção de vídeo?

Mohamad: Eu tenho vontade de fazer outras coisas. Livro por exemplo, por enquanto não. Acho que não. Mas se um dia eu fosse escrever um livro, ou em qualquer outra mídia, seria uma coisa mais engraçada, na mesma pegada, sabe? Não ensinando a fazer Carbonara e coisas muito difíceis. Nem sei porque eu falei Carbonara, nem é tão difícil assim!

Débora: Ser um youtuber é quase como ser uma celebridade. O público geralmente fica muito em cima da sua figura, como você costuma lidar com isso?

Mohamad: Numa boa! Assim, hoje em dia é obvio que ainda tem muito contato por causa do programa e está começando a vir muito também da internet, né? Eu acho isso ótimo e não tenho problema nenhum. Como agora, eu fui lá fora tirar foto e trocar uma ideia. O carinho é muito legal, e acho que a gente tem que ter cuidado e respeitar isso. Porque se não, essa galera ficou aqui esperando uma hora e não tirou uma foto, nem nada. Dar um abraço… eu acho bem legal desde que não seja invasivo demais, por enquanto.

Débora: Hoje em dia é comum utilizar o termo “ Digital Influencer”, para quem tem um número razoável de seguidores. De certa forma, seu público acaba sendo influenciando de alguma maneira. Você se preocupa com o que transmite na internet?

Mohamad: Tenho, mas na real, eu devia ter mais porque eu falo muita besteira (riso)! Mas tem que ter sim uma preocupação. Eu tento, de uma forma mais divertida, conscientizar as pessoas. Como nas próprias Sexy Carrots, uma receita engraçada, com nome engraçado, eu falo para você usar a cenoura inteira desde a rama até o caule. Então é uma mensagem bacana, mas de uma forma divertida. De aproveitar o alimento como todo.

Débora: Seu canal é recente, logo as visualizações não se comparam com canais mais velhos. Porém, seus vídeos com participações especiais de outros youtubers são notoriamente mais assistidos do que os demais. Isso gera algum transtorno para você?

Mohamad: Pelo contrário, isso é positivo pra caramba! O canal só cresce quando você tem essas colabs como chamamos. Eu já gravei com a Maju Trindade, com a Manu Gavassi, com a Foquinha. Agora gravei com a Luanda (TorradaTorrada) uma campanha legal. Enfim, a gente vai chamando as pessoas. O que não pode acontecer sempre, porque senão eu fico refém disso. Tenho que construir meu canal, tenho quase 35 mil inscritos hoje, mas uma média de visualização alta até, que é de 15 mil por vídeo.


Débora: Como é a sua interação com os inscritos?

Mohamad: Então a interação é boa. A galera realmente comenta, “nossa, seu canal é legal”, “ um dos melhores e tal” pena que não tem tanta visualização. Não gente, até que não tem pouca! Eu comecei não tem 5 meses o canal, não é tão pouco. Mais é obvio que eu quero mais, eu quero chega a 100 milhões de inscritos (risos).

Débora: Atualmente você trabalha somente com o Youtube? Pretende permanecer produzindo conteúdo para a Internet?

Mohamad: Não, mas hoje meu foco é 90% youtube e os outros 10% são eventos pequenos que eu cozinho. Mas ai é outra história, eu cozinho de outra forma, já é outro tipo de comida, mais elaborada…

Débora: Quais são os planos para o futuro do canal?

Mohamad: O futuro do canal, só o deus do youtube sabe! Não, na real eu tenho a ideia de crescer mais o canal. Agora eu estou lançando dois vídeos por semana, a ideia é de até três vídeos por semana. Consolidar bem o canal e já está rolando. Já tem marca vindo atrás. Não que eu faça pensando em marca, em merchan, mas a gente precisa muito desse contato. Além do público, que são o principal, porque eu faço para eles, as marcas também estão gostando, então eu acho que o canal consegue perdurar com isso.



23 maio 2017

Análise: HARRY STYLES


Sexta-feira (12) foi um dia de muitos lançamentos musicais, e entre eles está o álbum solo de Harry Styles. Poderia arriscar dizendo que este, talvez, tenha sido o disco mais esperado dos ex-One Direction.

O single “Sign of the times” teve uma repercussão incrível, então a expectativa era de algo no mínimo semelhante. Seguindo a música de estreia, o álbum que leva o nome do cantor tem muitas influências do classic rock. David Bowie, Queen, Pink Floyd... Todos da terra da rainha parecem ter contribuído para essa fase em que Harry está mergulhado.

O ritmo do CD foi uma total surpresa, eu particularmente não esperava esse tom. Estava acostumada com as músicas do One Direction, com a parceria de Louis Tomlinson e com o próprio "Mine of Mind" do Zayn Malik. Styles se distanciou totalmente desse estilo mais pop e comercial, tornou-se um músico novo! Me arrisco mais uma vez: Harry está melhor fora da boyband! Não só ele, mas Zayn também. Ambos encontraram a sua música, e se tornaram superiores no mercado.


Minhas impressões sobre as músicas são bem simples, todas boas, vocais talentosamente explorados, melodias harmônicas e instrumental impecável. Porém acredito que nem todas tem as qualidades necessárias para se tornarem singles.

Os destaques são “Sign of the times” (óbvio), "Two Ghosts", " Ever Since in New York", "Sweet Creature" e "Kiwi". "From the Dining Table" , minha faixa favorita, parece muito com Pink Floyd!

Na internet, o álbum repercutiu muito! Foi alvo de muitas criticas positivas, tanto do público jovem quanto do público mais velho. O próprio ex-baterista do Pink Floyd, Nick Mason, manifestou interesse em tocar com o artista.

Harry vive um dos melhores momentos da sua carreira musical, longe do One Direction se torna um nome de presença no cenário da música britânica jovem. 

Seu disco só firma ainda mais essa ideia e estou louca para tê-lo em mãos! É bom no nível de despertar interesse em pessoas que, até então, não acreditavam em seu potencial na boyband.




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